ARQUITETURAS DO MAR
A subida do nível do mar aparenta ser uma consequência inevitável, e para salvaguardar a atual frente ribeirinha, é necessário intervir intensamente sobre a mesma. Para além de ter um custo elevadíssimo, causa um aumento significativo de CO2, o que por sua vez, agrava o nível freático, porque a construção representa metade da totalidade das emissões de carbono.
O estudo “Mapping Sea-Level Change in Time, Space, and Probability” diz que o aumento freático para 2050 é de 0.5m, para 2100 é de 2.4m, para 2150 é de 6m, e para 2300 é de 15.5m.
A praça do comércio é um dos elementos centrais de Lisboa, até antes do terramoto de 1755. Com a previsão da sua inundação, é apresentada uma intervenção que se enquadra com a sua inundação para 2150. A nova praça corresponde às novas exigências, enaltece o passado e o futuro, através de uma plataforma flutuante que abraça a praça submersa, marcando a sua existência e a sua relação.
Para além de proporcionar novos espaços multifuncionais, museológicos… fornece à cidade uma variedade espacial e programática, que proporciona diversas altimetrias marítimas, enquadradas com o aumento freático.
O amontoamento do plástico no oceano é igualmente um sério problema, e o projeto pretende contribuir para a sua limpeza, através da reciclagem de plástico para a elaboração dos módulos que formam a plataforma flutuante e a cobertura leve de plástico ETFE, que protege do sol, do vento, e produz energia através dos painéis no topo da cobertura.